Marcas e desafios da exploração e produção de petróleo no Brasil em 2023
A produção recorde de petróleo e a busca por novas fronteiras petrolíferas, especialmente na Margem Equatorial, tiveram um papel fundamental no segmento de exploração e produção de petróleo em 2023. Esses aspectos são de extrema importância tanto para o país quanto para a Petrobras. Afinal, trata-se de assegurar o fornecimento de energia para o presente[...]
Petrobras, plano de negócios e estratégia: é preciso avançar – por Mahatma Ramos, Ticiana Alvares e José Sérgio Gabrielli
O novo Plano Estratégico (PE) da Petrobras para o período 2024-2028+, aprovado e divulgado em 23/11, segue limitado por preocupações como endividamento, “disciplina de capital” e rentabilidade no curto prazo, a exemplo do que ocorreu no plano anterior (PE 2023-27). Os investimentos totais previstos orientam-se para manutenção dos níveis de produção de óleo e[...]
Petrobras perde participação na produção de petróleo e gás no Brasil
Nos últimos 10 anos, a participação da Petrobras na produção nacional de petróleo diminuiu 24,9%. Isso ocorreu, principalmente, devido a decisões políticas da gestão da companhia e ao aumento da presença de empresas estrangeiras e nacionais que passaram a atuar no país após o fim do monopólio estatal do setor. No entanto, a[...]
Le Monde Diplomatique Brasil
Segurança energética e os desafios da transição
A Petrobras não é apenas uma empresa. É a expressão de um processo histórico de luta política e social pela conquista e defesa da soberania e segurança energética brasileira. Os resultados alcançados por ela ao longo dos últimos setenta anos são conquistas do Brasil, desde a garantia da autossuficiência nacional em petróleo até a vanguarda[...]
Resultados operacionais da Petrobras no 2° trimestre de 2023 revelam impacto desastroso dos desinvestimentos de gestões anteriores
O relatório de produção e vendas da Petrobras do 2º trimestre de 2023 (2T23), divulgado ontem (26/07), aponta uma queda no nível de produção de óleo e gás da companhia, que alcançou menor volume trimestral desde 2019, além da recuperação da produção de derivados a níveis observados em 2021 e estabilidade na comercialização de derivados[...]
Preços dos derivados garantem lucro à Petrobras e robusta distribuição de dividendos no 1° trimestre de 2023
A Petrobras divulgou na última quinta-feira 11 os resultados operacionais e financeiros do primeiro trimestre de 2023 (1T23). Mesmo diante da queda de seus indicadores operacionais e comerciais, o Lucro Líquido da companhia foi de R$ 38,1 bilhões e o pagamento de dividendos alcançou R$ 24,7 bilhões no 1T23. O destaque, contudo, foi a determinação[...]
Descomissionamento de campos de petróleo e gás natural avança no Brasil
O descomissionamento de campos de petróleo e gás tem ganhado destaque no Brasil nos últimos anos. Com mais de R$ 40 bilhões de investimentos previstos até 2026, essa atividade é contratualmente obrigatória para as empresas responsáveis pela exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural, sendo parte do ciclo de vida dos campos. No[...]
Le Monde Diplomatique
Um cenário de incertezas
O atual Plano Estratégico (2023-2027) da Petrobras apresentou pouco crescimento dos investimentos em relação ao anterior (2022-2026), mantendo o grande foco no E&P (exploração e produção) do pré-sal, sem perspectivas de crescimento da capacidade de refino, com projeções de baixo crescimento da demanda de derivados no país. No que se refere à transição energética, a[...]
Redução da produção, pré-sal como única alternativa e restrição dos investimentos
O Plano Estratégico (PE) 2023-2027 da Petrobras ratifica que a prioridade estratégica da empresa será a “maximização de valor” do seu portfólio no segmento de exploração e produção (E&P), em especial dos ativos localizados no polígono do pré-sal. Esse segmento concentrará 82% do total de US$ 78 bilhões de investimentos planejados para o próximo quinquênio,[...]
O que esperar do primeiro ciclo da oferta permanente de blocos de partilha de produção da ANP
A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibilizou o primeiro ciclo de oferta permanente dos blocos de partilha, cujo modelo de licitação visa regulamentar a exploração e produção da área do pré-sal. Esse processo tem como objetivo acelerar a venda dos blocos exploratórios do pré-sal, que tem como principal impacto, no curto[...]
Fim do contrato de partilha pode gerar prejuízo aos cofres públicos
Propostas de alterações no regime de exploração do pré-sal, cujos impactos são incertos, podem significar perdas bilionárias para os orçamentos da União, dos estados e dos municípios. Os projetos, via de regra, têm como objetivo diminuir o papel do Estado na apropriação da renda petrolífera. Em comum, esse conjunto de propostas, com argumento de[...]
Venda de receitas da PPSA é prejuízo para a União
Quando foi criada, em 2010, a Petróleo Pré-Sal SA (PPSA) tinha algumas funções como empresa integralmente estatal: representar a União nos consórcios ganhadores das áreas do pré-sal e das áreas estratégicas, com o objetivo de minimizar o custo-óleo; comercializar o petróleo correspondente a essa parcela e repassar as receitas para o Fundo Social;[...]
Descomissionamento offshore: desafios e oportunidades
O Brasil tem 54 plataformas marítimas de produção de petróleo e gás (49 fixas e cinco semissubmersíveis) com mais de 25 anos de existência, de acordo com dados da ANP [1]. Trata-se, portanto, de um contingente potencialmente sujeito ao descomissionamento, considerando-se que a vida útil dessas unidades gira entre 20 e 30 anos, em média.[...]
As perspectivas para a produção offshore no norte e nordeste do Brasil
As regiões nordeste e norte do Brasil podem vir a se tornar relevantes produtoras de óleo e gás offshore nos médio e longo prazos, mas há uma série de desafios que precisarão ser superados a fim de que tal condição seja alcançada. No caso dos estados nordestinos, isso não seria exatamente uma novidade, uma[...]
Shell foca em diversificação e operações integradas no Brasil
Com os cinco blocos arrematados na 17ª rodada de concessões da ANP, a Shell se tornou a empresa com o maior número de ativos exploratórios adquiridos na bacia de Santos desde 2017 – ano em que o Brasil retomou um calendário fixo de leilões em meio a uma série de flexibilizações regulatórias. Nesse período,[...]